Os 7 pilares de uma Gestão Financeira saudável

Para alcançar a saúde financeira em uma empresa, é essencial que ela passe por uma gestão eficaz que vai muito além da simples prática de verificar se o caixa da empresa está positivo ou negativo.

Uma gestão empresarial eficiente depende de um plano de ação minucioso que envolva todas as partes do negócio. Isso é fundamental para que o gestor consiga administrar o dinheiro da empresa da melhor maneira possível.

Preparamos os 7 pilares de uma gestão financeira impecável. Continue a leitura e aprenda a gerenciar as finanças da sua empresa adequadamente! Em caso de dúvidas, conte com o nosso time de profissionais.

1. Elabore um planejamento financeiro

Uma boa gestão financeira deve estar amparada em um planejamento financeiro bem elaborado. Isso significa que ele deve estar alinhado às metas e aos objetivos da empresa.

O planejamento facilita a gestão e confere respaldo às decisões corporativas, além de ser a melhor forma de antever possíveis oportunidades de investimentos ou problemas — como por exemplo instabilidades do mercado financeiro.

Se sua empresa não tem um planejamento financeiro bem estruturado, é importante implementá-lo o quanto antes. Para isso, você deve ficar atento aos seguintes elementos de seu negócio:

  • Monte previsões sobre seus orçamentos.
  • Contabilize todos os custos de seu negócio, inclusive os menores.
  • Registre todas as movimentações financeiras da empresa, olhando esses dados diariamente, semanalmente e mensalmente – cabendo, em casos eventuais, análises mais longas.
  • Busque ter controle rigoroso de seus gastos, desenvolvendo estratégias para diminuí-los.
  • Meça seus resultados e otimize os métodos e estratégias empregadas pela empresa.

Muitos destes tópicos serão explorados com maiores detalhes nas seções posteriores. Isso acontece pois são de suma importância para a saúde financeira de seu negócio, requerendo bastante atenção da alta gestão.

2. Desenvolva uma projeção orçamentária anual

Toda empresa deve projetar as próprias receitas e despesas. Ao ter em vista essas projeções, ela consegue determinar o meio para alcançar os objetivos financeiros tratados como prioridade.

Vale frisar que essa projeção orçamentária está calcada na estruturação dos preços aplicados aos produtos comercializados ou serviços prestados pela organização. Desse modo, a empresa tende a seguir a melhor rota rumo a um crescimento sustentável.

Da mesma forma, estipule margens de segurança em seu orçamento projetado. Mesmo tendo diversas informações à seu dispor, isso não significa uma previsão perfeita do que vai acontecer ao longo do ano. As margens de segurança servem para impedir gastos excessivos que podem levar a empresa ao endividamento.

3. Controle as finanças mensalmente

Após projetar o orçamento para o ano, a empresa também precisa definir o modo de controle mensal das finanças. Esse monitoramento permite que o gestor identifique — e corrija — possíveis falhas de planejamento antecipadamente.

Essa mudança de rumo é comum e visa alterar a estratégia inicial, com o fim de cumprir os objetivos da organização. Quanto mais rápidas forem as soluções apresentadas, menor será o impacto sentido pela empresa, em médio e longo prazo.

E aí entra a tecnologia! Não tem como fugir dela nesse ponto. Um bom sistema de gestão faz toda a diferença quando o assunto é identificar e antecipar desvios de percurso. A integração de dados também é outra ferramenta de muita utilidade. Com todos os setores integrados, pode-se localizar com precisão a origem do problema que culminou nesse desvio. Assim, tratar o problema pela raiz acaba por ser mais fácil..

4. Tenha um olhar analítico sobre o fluxo de caixa

De um modo geral, as empresas têm tendência a ignorarem a importância de um gerenciamento do fluxo de caixa. Um gestor realmente preparado deve lançar um olhar analítico sobre esses dados. Sem esse poder de inspeção em relação ao fluxo de caixa, fica impossível determinar se a empresa vai bem ou mal, financeiramente.

A má interpretação dos números apresentados pelo fluxo de caixa causa equívocos quanto às reais receitas e despesas. Com isso, o negócio começa a exibir sinais de prejuízo que passam despercebidos, uma vez que a ausência de um olhar crítico dificulta a identificação da causa de problemas e, assim, impossibilita a exposição de saídas viáveis.

Vale notar que o fluxo de caixa é uma métrica bastante delicada, pois nem sempre resultados negativos implicam na decadência da empresa. Antes de mais nada, vale lembrar que existem velocidades diferentes entre as receitas e os compromissos financeiros.

5. Elimine as despesas desnecessárias

Os gastos são parte integrante de qualquer negócio. Cabe ao gestor administrar as despesas da melhor maneira possível, a fim de preservar e ampliar os lucros da empresa. Para isso, é necessário definir critérios específicos sobre o que agrega ou não valor àquele negócio.

Se a empresa depende de determinados insumos para a produção de certas peças, ela deve encontrar o melhor preço — e tudo sem acarretar perda de qualidade ao produto final. Logo, a negociação também é importante durante a eliminação de gastos desnecessários.

Ao ter uma boa e constante política de análise de gastos, você se antecipa a possíveis turbulências. Em circunstâncias desfavoráveis, esses abalos poderiam, inclusive, levar o negócio à falência. Não é aconselhável ficar indiferente às crises econômicas, que ressurgem de tempos em tempos. Com um planejamento de custos, é plenamente possível estar preparado para enfrentá-las.

6. Avalie os resultados apresentados pela empresa

A prática de avaliar os resultados propiciados pela empresa também deve ser frequente — e isso deve ser feito com base nos números exibidos pelo Demonstrativo de Resultados do Exercício, o popular DRE.

O DRE oferece um resumo da situação econômica da empresa sob a forma de um relatório. Nele, estão contidas todas as informações necessárias para avaliar como anda a saúde das finanças do negócio. O gestor consegue não só descobrir se houve aumento do lucro ou do prejuízo, como também pode identificar as possíveis causas de cada um.

Fora o DRE, temos outros resultados que não podem ser deixados de lado. Se sua empresa for madura no mercado, sem dúvidas ela trabalha com fidelização de clientes e diversas outras estratégias de crescimento e expansão. Analisar esses resultados com dados cruzados, se possível, indicará com exatidão quais estratégias dão certo ou não para seu negócio.

Uma análise rigorosa de sua empresa pode inclusive forçar uma alteração em seu público-alvo. Embora não estejam diretamente associadas ao financeiro do negócio, essas otimizações permitem mais vendas e melhores resultados, tendo um enorme potencial de alavancar sua empresa. O ideal é olhar todos os resultados ao mesmo tempo, sempre buscando insights com a ajuda de ferramentas de análise.

7. Otimize a gestão financeira por meio de um software

O uso de planilhas para gerenciar as finanças de uma empresa é algo frequente. Em um primeiro momento, o modelo até pode agradar e resolver os problemas iniciais. Contudo, falta agilidade na hora de buscar e obter informações precisas — e, mesmo que você não veja problemas quanto à agilidade dessa busca, outro fator a se pensar é a credibilidade das informações. Afinal, o preenchimento dessas planilhas é feito manualmente.

Uma boa gestão financeira também depende de uma base de números confiáveis. Não importa qual é o tamanho do seu negócio, todo esforço empregado para a diminuição de erros deve ser levado em consideração.

Existem ótimos softwares de gestão financeira no mercado. Caso haja dúvidas sobre qual deles é mais apropriado ao seu modelo de negócio, considere procurar por uma consultoria especializada no assunto.

Os softwares de gestão modernos conseguem entregar relatórios extremamente valiosos para os gestores, assim como diversos detalhes interessantes sobre as operações da empresa que costumam passar despercebidos.

Um ponto forte dessas ferramentas é a integração de dados. Eles conseguem analisar todos os setores de sua empresa de uma vez só, correlacionando informações e sintetizando tudo em relatórios simples de analisar. Além disso, muitos deles trabalham com atualizações em tempo real, permitindo que o gestor perceba uma ameaça ou oportunidade a tempo de reagir e conseguir o melhor resultado possível do cenário.

Você acabou de conhecer os 7 pilares da gestão financeira para manter sua empresa saudável. Agora, basta colocá-los em prática e começar a colher os frutos que somente uma gestão eficaz pode proporcionar aos empreendimentos!

Aproveite a visita e saiba como calcular o seu preço de venda! Boa leitura e até o próximo conteúdo 😉

Business Intelligence (BI) e sua importância nos dias atuais

BI ou Business Intelligence? Qual dessas expressões você tem ouvido com mais frequência?

Business Intelligence ou Inteligência de Negócios consiste na coleta, armazenamento, tratamento, análise e aplicação de dados, que são essenciais para tomadas de decisões mais assertivas. Cada processo, atividade, rotina e forma de comunicação podem ser trabalhados para alcançar melhores resultados e obter maior vantagem competitiva.

Ou seja, é algo fundamental para otimizar e modernizar seus processos, bem como para ajudar em um reposicionamento perante o público-alvo, clientes, fornecedores e competidores.

Mas, vamos ao que interessa: números! Criamos um modelo de BI fictício para facilitar esta explicação:

Imagine sua empresa faturando R$100.000,00 = 100%

Um custo de mercadoria ou serviço que representa R$  30.000,00 = 30%
Um custo fixo que representa R$20.000,00 = 20%
Um custo variável que representa (com base neste faturamento) R$10.000,00 = 10%
Um custo com impostos que representa R$10.000,00 = 10%

Resultado um lucro que representa R$30.000,00 = 30%

Se você acompanhar os números de sua empresa mês a mês (conforme exemplo), estará sempre ciente de tudo que acontece, como também analisará o lucro sobre o seu faturamento. No caso hipotético, 30%.

Criar índices para ajudar na gestão do negócio é praticamente um caminho para a sobrevivência de qualquer empresa, mas não define o único caminho para o sucesso. Entre vários métodos para se gerir um negócio, a criação do BI é uma solução necessária para manter a sua empresa dentro dos parâmetros previamente estabelecidos. 

Com apoio de soluções tecnológicas, você terá representações gráficas – e de fácil entendimento – para analisar todos os dados de seu negócio. Além do mais, os relatórios ficam disponíveis em dashboards, disponibilizados para consultas e atualizações sempre que necessário. 

Concluindo, o  principal objetivo do BI é fazer com que a empresa tome decisões corporativas de modo mais assertivo. Com base em informações — internas e externas — o negócio direciona seu planejamento estratégico, sem depender da famosa “tentativa e erro”.

Hoje na WG Contabilidade, temos o conhecimento necessário para trabalhar com a melhor ferramenta de BI (Power BI da microsoft) – ajudando você empresário a se beneficiar deste modelo de análise para facilitar sua vida no quesito gestão: um dos maiores desafios atuais do mundo empresarial.

Quer saber mais? Conte com a nossa equipe especializada para tirar todas as dúvidas sobre essa ferramenta atual e cada vez mais procurada e tenha 100% de integração entre os dados de cada setor do seu negócio.

Você sabe precificar os seus serviços? Confira o passo a passo

Se você perguntar a um prestador de serviços qual o maior desafio de sua atividade, é muito provável que a resposta esteja relacionada à precificação. 

Apesar de alguns passos da precificação de produtos e serviços serem bastante parecidos, é preciso se atentar às particularidades deste último – tema do nosso texto de hoje.

1. Defina o custo da hora da mão de obra

Da mesma forma que na precificação de produtos, é preciso partir dos custos para determinar o preço dos serviços. A diferença é que esses gastos são mais complexos e dependem de alguns fatores subjetivos.

Conforme a natureza da sua atividade, não há como mensurar antes de iniciar o serviço qual será a quantidade exata de material aplicado, tampouco o custo destinado à mão de obra — basta lembrar que você não encontra dois funcionários que trabalhem exatamente da mesma forma.

Nesse caso, o caminho é definir valores médios para cada serviço.

Esse número é encontrado a partir da divisão do custo com funcionários pelo número de horas de trabalho no período.

Um exemplo: sua folha de pagamento mensal é de R$ 11.000 para 198 horas de trabalho no mês. Assim, temos 11.000 / 198 = 55,55. Esse número corresponde ao custo de mão de obra por hora.

Logo, o principal “custo de produção” da empresa de serviços é o valor da hora de trabalho. 

2. Levante todos os custos fixos e variáveis

Além do custo da hora de trabalho, também é preciso considerar os outros custos fixos e variáveis da empresa.

Veja alguns exemplos:

  • Custos fixos: aluguel, serviços de limpeza e segurança, plano de internet, serviço de contabilidade;
  • Custos variáveis: contas de consumo (energia, água, gás), mão de obra indireta, encargos sociais, impostos, despesas com veículos e equipamentos (manutenção, frete, transporte etc), comissões etc.

3. Defina sua margem de lucro pelos serviços

Esse passo é idêntico ao da precificação de produtos: definir a porcentagem que você pretende ganhar sobre cada serviço vendido.

Para isso, considere a margem de lucro praticada no seu segmento e suas expectativas de retorno sobre o investimento.

4. Identifique os valores da concorrência

Com os custos contabilizados, é hora de olhar para o mercado para fazer sua precificação de serviços.

O objetivo dessa estratégia é identificar o comportamento de preço entre os concorrentes e não destoar muito dos valores por eles praticados.

Esse é um cuidado importante, pois quem olha apenas para dentro da empresa (custos) e deixa de lado a concorrência (mercado), pode se decidir por valores acima da média, o que atrapalha qualquer planejamento para elevar o faturamento.

Mas fique atento: estipular um preço mais alto não é necessariamente ruim.

Essa é uma tática que pode dar certo se você agregar valor aos serviços que entrega, oferecendo diferenciais que, aos olhos do cliente, sejam vistos como algo vantajoso para ele.

Por outro lado, caso a sua observação de mercado identifique que é preciso praticar preços mais baixos, aí a solução é voltar à análise de custos, pegar a tesoura e promover cortes.

5. Leve o cliente em consideração

A precificação de serviços está intimamente ligada à percepção de valor do consumidor — ainda mais do que no caso dos produtos, já que se trata de experiências. 

Por isso, você também precisa estudar seu cliente e levar as expectativas dele em conta na formação de preços.

Só não vale apelar e tentar conquistá-lo pela carteira, apenas baixando os preços, achatando sua margem de lucro ou até mesmo causando prejuízo no caixa.

6. Defina seu modelo de precificação

Existem vários modelos de precificação que você pode aplicar nos serviços, dependendo da natureza das atividades.

Estes são os mais comuns:

  • Precificação por hora, quando se conhece bem o tempo utilizado para a execução do serviço e os resultados são mais previsíveis;
  • Precificação fixa, caso os custos sejam muito claros e o serviço não sofra grandes variações (convém incluir taxas adicionais para certas situações);
  • Precificação variável de acordo com cliente, projeto e negociação;
  • Precificação baseada no êxito, cobrando porcentagens dos lucros obtidos com o serviço (como no caso de advogados). 

Cabe a você definir qual modelo se encaixa melhor no tipo de serviço prestado pela sua empresa. 

7. Use o markup e a margem de contribuição

Por fim, após considerar as especificidades dos serviços, você pode usar as fórmulas do markup e margem de contribuição apresentadas anteriormente para chegar aos preços de venda.

Basta substituir os custos dos produtos pelos custos dos serviços e seguir o mesmo padrão de cálculo já apresentado. 

Mas lembre-se: os números são apenas uma base de segurança para garantir que você cobrirá seus custos e terá lucro.

No fim das contas, os preços dos serviços são ainda mais influenciados pelos fatores subjetivos como o valor agregado — daí a importância de levar o mercado e o cliente em consideração.

Quer definir o preço certo do seu produto ou serviço e ainda está com dúvidas? Fale com o nosso time de especialistas e saiba como podemos te ajudar nesse processo. Muito mais do que uma contabilidade tradicional, atuamos diretamente na saúde financeira de sua empresa. Conte com a WG!

Certificado Digital: Quais são as vantagens?

certificado digital foi criado para facilitar a vida de quem quer assinar um contrato sem ter que se deslocar. Com o avanço da tecnologia, este é mais um item que vem agregar os serviços de um escritório, por exemplo.

O documento equivale a uma carteira de identidade do mundo virtual. Imagine uma versão eletrônica de todos os seus documentos, segura e com autenticidade garantida por criptografia complexa. Com ele, é possível garantir a identidade de um indivíduo ou de uma instituição, sem uma apresentação presencial. Dentre os serviços que exigem o certificado digital podemos citar o envio de declarações para a Receita Federal, acessar o e-CAC, enviar dados ao CAGED; e até mesmo acessar a conectividade social da Caixa Econômica.

Como já mencionado, ele é muito útil para agilizar a assinatura de documentos, pois é a partir dele que é possível obter a assinatura digital. Ela imprime autenticidade em transações online e outras funcionalidades. Com essa tecnologia, é possível identificar cada usuário, além de cada documento autenticado, mesmo à distância. Isso confere legitimidade aos documentos digitais, que passam a possuir validade jurídica.

  • Redução da burocracia 

Uma das principais funções do certificado digital  é acelerar processos de assinatura de documentos, reduzindo custos com burocracia, impressão e cartórios. Para isso, ele foi desenvolvido de maneira que replique as mesmas características jurídicas dos documentos tradicionais.

Ao receber um documento de papel assinado, é comum analisar sua autenticidade e autoria, ou seja, se ele foi realmente assinado pelas partes interessadas no documento. Muitas vezes, recorre-se a um cartório para a conferência de uma assinatura de uma pessoa, processo conhecido como reconhecimento de firma.

Desta forma, o certificado digital pode ser aplicado em uma série de atividades envolvendo contratos, laudos e outros documentos. Com ele, o usuário pode assinar um contrato sem sair de sua casa ou empresa, com a mesma legitimidade.

Quais as demais vantagens do certificado digital?

Além das já citadas anteriormente, ainda podemos citar as seguintes:

  • Possibilidade de assinar documentos de qualquer lugar;
  • Validade jurídica igual ao CPF ou CNPJ;
  • Segurança: é impossível fraudar uma assinatura digital;
  • Praticidade e economia, com a redução do volume de papel;
  • Agilidade na assinatura dos documentos;
  • Possibilidade de utilizar facilidades online de diversas empresas e órgãos públicos, como declaração de Imposto de Renda Online

Quais os tipos de certificados digitais?

Os tipos mais comuns de certificados digitais são o A1 e o A3. O primeiro, com criptografia mais simples,  tem validade de no máximo 1 ano. Já o segundo possui tecnologia mais avançada e pode permanecer ativo por até 3 anos. 

Além disso, também pode ser armazenado em tokens, pendrive ou smartcards, enquanto o A1 deve permanecer em um computador.  O certificado perde a validade em caso de perda, roubo ou quando a senha errada é digitada mais vezes do que o permitido.

Adotar a certificação digital é uma tendência cada vez mais difundida no mercado, e pode ajudar a reduzir custos e otimizar o trabalho de empresas, órgãos públicos e profissionais autônomos diversos.

  • Ainda com dúvidas sobre o assunto? Fale com a nossa equipe especializada e iremos te ajudar com a escolha ideal do seu Certificado 😉

5 indicadores financeiros para a sua Empresa

A pandemia da Covid-19 impactou a economia global como nenhuma outra crise desde a Segunda Guerra Mundial. Embora haja sinais de recuperação à frente, ainda existem incertezas em diversos âmbitos.

O último ano mostrou que nenhuma empresa está imune a riscos. As crises financeiras costumavam levar tempo para se desenvolver e impactar países, setores e empresas. Hoje, chegamos com uma velocidade vertiginosa.

O diretor comercial da Euler Hermes, empresa de seguro de crédito, Luciano Mendonça, reforça que estabelecer bases sólidas para um futuro próspero, implica em realizar um monitoramento rigoroso do desempenho financeiro da empresa hoje, para agir de forma rápida e prevenir situações catastróficas amanhã.

“A sobrevivência nessas circunstâncias depende da capacidade de reação rápida e inteligente por parte da gestão. Manter todos os indicadores financeiros sob controle é fundamental, pois só assim é possível saber o que pode ser feito e o que deve ser evitado”, aconselha.

Qyon: Não troque de software agora

Pensando nisso, confira abaixo 5 indicadores mais importantes e que podem auxiliar na avaliação da saúde da sua ou suas empresas:

1: Necessidade de capital de giro (NCG)

A NCG é o valor mínimo que o seu negócio deve ter em caixa para garantir seu funcionamento. Fornece uma avaliação em tempo real da posição de caixa da empresa, indicando até que nível você pode lidar (ou não) com um evento imprevisto, como atraso de pagamento ou inadimplência.

Como calcular a NCG? Necessidade de capital de giro líquido = estoque + contas a receber – contas a pagar

Dica: uma NCG negativa (menos de 1) sinaliza que os fundos de saída necessários para as operações excedem as fontes de entrada do negócio. Por outro lado, uma NCG positiva (entre 1,5 e 2) é um sinal de que a empresa tem alta liquidez e que não precisará de empréstimos para satisfazer as necessidades de curto prazo.

 2: Índice de endividamento

É a proporção dos ativos de uma empresa que são financiados por dívidas. Este índice mede a extensão da alavancagem do seu negócio. Acompanhando atentamente este indicador, você pode olhar para o futuro com tranquilidade e tomar decisões totalmente embasadas.

Por exemplo, se comprar uma máquina específica é essencial para o crescimento do negócio, você pode optar por financiar a compra tomando um novo empréstimo ou trazendo novos investidores para o capital da empresa.

Essas duas estratégias são bem distintas e terão impactos específicos no seu negócio, daí a necessidade de apoiar suas decisões em indicadores quantitativos. O cálculo desse índice também fornece uma visão sobre seu fluxo de caixa e independência financeira.

Como calcular o índice de endividamento? Índice de endividamento = dívidas totais / ativos totais

Um índice de endividamento superior a 100% indica que a empresa tem mais dívidas do que ativos, enquanto um índice de endividamento inferior a 100% indica que a empresa possui mais ativos do que dívidas.

3: Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio é um indicador que mostra o limite além do qual você começará a ganhar dinheiro.

Embora o ponto de equilíbrio seja sempre acompanhado quando um negócio está começando, às vezes pode acabar caindo em esquecimento quando a empresa está funcionando. Ainda assim, esse KPI precisa ser revisitado, pois muda constantemente em resposta a diferentes fatores: desde custos mais altos com fornecedores até uma folha de pagamento maior.

Como calcular seu ponto de equilíbrio? Ponto de equilíbrio = custos fixos / margem de lucro bruto

Dica: o ponto de equilíbrio é alcançado quando as receitas são iguais aos custos totais. Com base neste indicador, você pode ajustar seus custos de produção para obter lucro mais cedo.

4: Fluxo de caixa

“Fluxo de caixa” refere-se ao movimento de dinheiro para dentro e para fora da empresa. Por exemplo: operações, investimento e financiamento. O fluxo de caixa livre reflete o dinheiro que você tem disponível.

Uma previsão de fluxo de caixa é baseada nas estimativas desses movimentos no futuro. Ao atualizar sua previsão, digamos semanalmente ou mesmo diariamente, sua avaliação das próximas despesas e receitas estará intimamente alinhada com a situação real do seu negócio.

Como calcular o fluxo de caixa? Fluxo de caixa livre = lucro líquido + depreciação / amortização – variação no capital de giro – despesas de capital.

Dica: a previsão de fluxo de caixa está sempre evoluindo e, portanto, deve ser revisada pelo menos uma vez por semana.

5: Margem de lucro

Representa a porcentagem das vendas que se transformou em lucros. Existem vários tipos de margem de lucro. As principais são:

Margem de lucro bruto: diferença entre a receita de vendas e o custo de produção.

Margem de lucro operacional: a porcentagem do lucro produzido por uma empresa a partir da sua receita total e após o pagamento do custo variável, antes do pagamento de impostos ou juros.

Margem de lucro líquido: a porcentagem do lucro produzido por uma empresa após o pagamento dos custos variáveis e impostos/juros.

Você pode usar esses KPIs para estimar o lucro gerado pela sua empresa. A margem é ditada por diversos fatores, como o tamanho da empresa e o volume de produção. De modo geral, à medida que os volumes de vendas aumentam, também aumenta a margem de lucro.

Como calcular a margem de lucro? Margem de lucro bruto = receita total – custo de produção; Margem de lucro operacional = lucro operacional / receita; Margem de lucro líquido = lucro líquido / receita líquida.

Dica: Como a previsão do fluxo de caixa, sua margem de lucro está sempre mudando em resposta a uma ampla gama de fatores, desde descontos por volume até custos de produção. Acompanhar esse KPIs diariamente permitirá que você faça ajustes rápidos e se mantenha na direção dos seus objetivos.

Ficou com alguma dúvida? Nós podemos te ajudar! Com uma contabilidade consultiva atrelada a uma assessoria empresarial, é possível manter esses indicadores sempre em perfeita harmonia. 😉 Conte conosco!

Fonte: Euler Hermes

CLT – PJ: O que muda nessa relação?

Em muitos casos, funcionário e empregador se veem em um dilema com relação ao regime de contratação mais adequado para cada caso. Há empresas que já adotam um certo padrão e não existe possibilidade de discutir sobre o tema, mas em determinadas situações é possível colocar na balança os prós e contras de cada opção e verificar o que compensa mais: CLT ou PJ. E ainda há casos em que abrir empresa pode ser a melhor solução. Neste caso, o então empregado abdica dessa condição para poder ter seus próprios clientes e controlar seu negócio.

Para começar a verificar qual é a melhor opção – CLT ou PJ -, é necessário compreender que não existe uma regra. Diversas variáveis podem influenciar nessa decisão e no rumo a se tomar. Alguns exemplos são objetivos futuros, estabilidade financeira, possibilidade de crescimento, importância de um plano de carreira, metas pessoais, entre muitos outros fatores. Posto isso, a primeira coisa a se fazer é traçar seu perfil respondendo a alguns desses tópicos. Com isso, as características de cada regime vão ficar mais claras dentro de seus respectivos objetivos.

Depois, é importante entender os conceitos e algumas das principais características dos dois modelos de contratação. Então, vamos lá:

CLT ou PJ? Entenda os conceitos

CLT

A sigla significa Consolidação das Leis do Trabalho e surgiu no Dia do Trabalho, em 1º de maio de 1943. Foi desde então considerada uma grande conquista da sociedade brasileira. E foi a partir desse momento que a relação dos trabalhadores com as empresas contratantes foi regulamentada.

Neste regime de contratação, o funcionário pode desfrutar de alguns benefícios estabelecidos pela lei, como férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), plano de saúde, vale-refeição, vale-transporte, entre outros. Há uma segurança maior quanto à remuneração e algumas vantagens no caso de demissão, como FGTS e multa por rescisão.

Mas nem tudo são flores. Analisando apenas essas vantagens, a opção mais interessante parece óbvia. Mas também há algumas desvantagens importantes, dependendo da situação e do seu objetivo. A primeira que salta à vista é que, apesar dos benefícios, o salário registrado na carteira não é o dinheiro que cai na mão do funcionário – é sempre menor. Isso porque o INSS, imposto de renda e em alguns casos os vales são descontados do valor que ele recebe.

Outro ponto a ser considerado é que quem trabalha com registro em carteira precisa ter uma rotina fixa e um horário determinado a cumprir, o que, via de regra, não pode acontecer com prestadores de serviço que são PJ.

PJ

Sendo contratado como Pessoa Jurídica (PJ), a situação do funcionário é completamente diferente. O salário acordado não tem desconto, mas ele também não pode desfrutar dos benefícios oferecidos ao CLT. Neste caso, ele mesmo tem que arcar com alguns possíveis custos, como alimentação, transporte, planos de saúde, entre outros. Então, é importante alguns desses pontos já serem considerados na hora de se combinar valores e se considerar este modelo.

Por outro lado, apesar de não ter os benefícios à disposição, que são concedidos normalmente só a quem trabalha com carteira registrada, o PJ também não precisa cumprir jornada de trabalho fixa ou até mesmo receber ordens de superiores. Em tese, é um acordo de prestação de serviços. Então ele deve apenas cumprir o que foi estabelecido em contrato, logo, tem mais liberdade no trabalho.

Uma preocupação de quem trabalha como Pessoa Jurídica deve ser pensar no futuro. Como não tem direito a FGTS, é importante guardar um dinheiro todo mês. A pessoa vai precisar saber administrar bem esse lado financeiro para não se perder. A aposentadoria pode ser outro aspecto a ser dado muita atenção. É necessário pensar em uma forma de contribuir com o INSS para não ficar totalmente desamparado lá na frente, e é aí que começa a entrar a ideia de se formalizar e regularizar suas rendas.

Abrir empresa: uma necessidade positiva

Um ponto muito importante para quem decide trabalhar como Pessoa Jurídica é ter atenção com a regularização do dinheiro que recebe. O que acontece muito ainda hoje em dia são profissionais que atuam como PJ, mas não possuem nenhuma forma de declarar seus ganhos e nem de comprovar sua renda. Desta forma, além de não contribuir com o INSS, isso pode trazer sérios problemas com a Receita Federal, que está cada vez mais apertando o cerco com relação à sonegação de impostos.

A boa notícia é que hoje em dia há muitas boas opções para se formalizar, abrir empresa a partir de vários modelos que podem se adaptar a um determinado perfil de profissional. O MEI (Microempreendedor Individual), por exemplo, pode ser uma boa alternativa para quem está faturando até R$ 81 mil por ano. Este modelo também tem limitações com relação à atividade, mas permite muitas opções. Vale a pena pesquisar.

E se o MEI não funcionar?

Se o MEI não funcionar, há ainda outras alternativas de empresas sem sócios. O Empresário Individual e a EIRELI  já são tipos que permitem um faturamento bem mais confortável. Cada um tem suas características próprias também. O Empresário Individual, por exemplo, permite que o negócio possa começar sem um capital social pré-determinado. Mas esse modelo não segrega os bens da pessoa física e da pessoa jurídica. Já a EIRELI é um modelo que separa os bens das duas pessoas no caso de uma disputa judicial. Porém, ela só é permitida abrir empresa com um capital social de, no mínimo, cem salários mínimos, devidamente integralizados. Este valor, hoje está em R$ 110.000,00.

Mas trabalhar com empresa aberta pode trazer muitas vantagens ao profissional. Além de poder começar o próprio negócio e ter vários clientes, possibilita que o leque de atividades seja ampliado, que tente se conciliar outros trabalhos em função do horário possivelmente mais flexível e, consequentemente, uma chance interessante de aumentar a renda mensal.

Fora isso, a pessoa jurídica tem algumas facilidades, como descontos em planos de saúde, em compras de carros, em planos de telefonia, entre outras.

Qual o melhor tipo de empresa para o meu negócio?

O ideal é fazer uma pesquisa e analisar todas as possibilidades. Deve-se fazer as contas e definir se vale mais a pena trabalhar como CLT ou PJ. Sendo PJ, sempre lembrar de considerar a formalização e as vantagens que vêm com ela. Neste aspecto, consulte um profissional que possa lhe orientar com relação ao melhor modelo a ser escolhido, de acordo com o seu perfil de profissional e empreendedor.

Quer entender mais sobre os modelos CLT ou PJ? Consulte a nossa equipe de profissionais da WG Contabilidade!

A “pegadinha” do ISS

Não pague duas vezes!

Você prestador de serviços que já tem tantos desafios com mão de obra, deslocamento de seus colaboradores, entre outros, não se esqueça que as prefeituras entraram (também) na guerra fiscal e estão pleiteando o recolhimento do ISS no município onde o serviço foi prestado. Porém, cuidado! Mesmo que a prestação de serviço não seja em outro município (que o da sua sede) temos uma grande pegadinha. As prefeituras que possuem esta obrigatoriedade da inscrição municipal, adotam a cobrança do ISSQN pelo simples fato do prestador de serviços não ter esta inscrição municipal, independente do local da prestação.

Vamos ao exemplo prático:

Se você possui uma empresa em Campinas e presta serviço para uma empresa de São Paulo, mesmo que o serviço seja prestado no municipio de Campinas, ATENÇÃO! Você é obrigado a fazer uma inscrição no municipio de São Paulo, chamado CPOM – pois caso não tiver, no momento em que emitir a sua nota fiscal contra seu cliente que tem sede em São Paulo, a prefeitura de São Paulo vai obrigar ele a reter 5% de ISS sobre o valor da nota. Neste momento você só será isentado desta retenção se tiver esta inscrição (CPOM) no município de São Paulo, caso contrário pagará os 5% do ISSQN para o município de São Paulo e pagará também para o município de Campinas, que de forma legal (pelo serviço ter sido prestado na cidade de Campinas) é o local correto em que o imposto deve ficar ou ser recolhido.

3 importantes pontos rápidos:

  • Esta inscrição deverá ser realizada antes da emissão da nota fiscal de cobrança dos serviços;
  • Não são todos os municípios que tem esta obrigatoriedade de inscrição municipal;
  • O STF esta tentando acabar com esta “guerra fiscal” entre os municípios, mas até lá, fiquem atentos, pois não existe outra opção a não ser pagar duas vezes o mesmo imposto;

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a nossa equipe e esclarecemos todas as informações!

Não caia nessa pegadinha 😉

Equipe WG Contabilidade.

Contabilidade gerencial: Como colocar em prática?

A contabilidade gerencial é composta por uma reunião de procedimentos contábeis que tem a finalidade de reunir informações importantes sobre a empresa e contribuir com as tomadas de decisões.

Para isso, dados obtidos por meio da contabilidade financeira são analisados em conjunto com informações sobre custos e orçamentos, buscando uma definição sobre os preços a serem cobrados, as metas a serem alcançadas e muitos mais.

Além disso, a contabilidade gerencial também permite uma análise da sua empresa em comparação com as concorrentes do mercado, o que é importante para que você perceba com clareza em qual ponto está, quais os principais desafios, quais as tendências do negócio e como ele pode ser projetado.

Qual a importância da contabilidade gerencial?

A contabilidade gerencial é uma ferramenta que permite que a gestão de um negócio seja capaz de enxergar melhor a verdade por trás dos números da empresa. Mesmo quem não é leigo, tem dificuldade para interpretar o que exatamente significam os resultados em um balanço patrimonial ou qualquer outro tipo de demonstração contábil.

A importância da contabilidade é entender não apenas o que, mas o porquê dos resultados. Por mais que um lucro alto possa soar como um resultado positivo, nem sempre isso se prova absolutamente verdadeiro.

Se o número for investigado a fundo e comparado com outros dados, pode significar que o custo de produção foi, excepcionalmente, baixo devido a uma sazonalidade no valor de mercado de uma matéria-prima que não se repetirá tão cedo e a oportunidade foi mal-aproveitada, limitada pela baixa capacidade produtiva de um negócio.

Da mesma forma, números negativos no fim do ano nem sempre são más notícias, ainda mais se representarem investimentos elevados que vão se pagar com resultados bem melhores nos ciclos seguintes.

A contabilidade gerencial é, portanto, crucial para o planejamento e controle de uma empresa. A informação obtida e lapidada pela equipe contábil pode orientar as decisões que moldarão o futuro do negócio e servir como base para a avaliação e aprendizado com os erros do passado.

Em muitas organizações o papel de interpretar os dados contábeis para a criação de metas, alocamento de recursos e mensuração do desempenho financeiro ficam a cargo do Controlador ou Controller, um profissional com ampla experiência em contabilidade gerencial e capaz de expressar para os demais gestores o que está por detrás dos números da empresa.

Com isso, a contabilidade gerencial se torna uma fonte de informações de alta credibilidade e objetividade que podem aumentar o conhecimento sobre a própria empresa, seu negócio e seu mercado, minimizando os riscos do processo de tomada de decisões.

Quais as diferenças entre a contabilidade gerencial e a financeira?

A contabilidade financeira é aquela que todos nós já conhecemos: ela se preocupa com a legislação tributária, com a pontualidade no pagamento dos impostos em geral, com a redução dos gastos etc.

A contabilidade gerencial, por sua vez, tem o objetivo de organizar o funcionamento interno da sua empresa, permitindo que você tenha um serviço mais eficiente e com maior qualidade. O trabalho, portanto, é voltado para as suas necessidades. É um trabalho individual, pensado e construído diariamente.

Podemos dizer, então, que enquanto a contabilidade financeira fica atenta às leis, aos prazos e às regras gerais de tributação, a gerencial pensa em estratégias exclusivas para facilitar a sua rotina, organizar as suas tarefas e otimizar os seus lucros.

É importante ressaltar que uma não exclui a outra. Pelo contrário, é essencial que elas caminhem juntas.

Isto porque, enquanto a contabilidade financeira estiver cumprindo prazos e organizando os seus documentos, a gerencial complementará esse serviço e pensando em ações que surtam efeitos positivos a longo prazo.

Quais as vantagens de contratar um serviço de contabilidade gerencial?

Aumentar a produtividade 

Mesmo antes de pensar em aumentar a produtividade de uma empresa, a gestão precisa antes entender se os investimentos feitos nesta direção serão futuramente recompensados com resultados melhores.

Com a contabilidade gerencial é possível avaliar essa questão de forma matemática e objetiva, para então saber se a conta fecha ou não. Quando for necessário ou vantajoso uma produtividade maior, também é interessante se valer dos insights produzidos pela contabilidade gerencial.

Dados corretamente avaliados podem servir para embasar ou refutar teorias da gestão sobre as formas de maximização da produtividade. Muitas vezes é mais efetivo investir em capacitações do time do que contratar mais, por exemplo. Da mesma forma, a compra de novos equipamentos pode ser uma decisão menos interessante do que uma boa manutenção nos atuais.

Reduzir custos

Assim como acontece com a produtividade, a contabilidade gerencial também pode ser empregada como uma ferramenta para a redução de custos. Análises meticulosas das despesas e investimentos da empresa são capazes de revelar aqueles que se pagam e os que são apenas gastos desnecessários.

Mais do que reduzir custos, a contabilidade gerencial indica onde vale a pena cortar e onde a melhor decisão é investir mais.

Tomar decisões com mais segurança 

Uma gestão eficiente não tem recursos para desperdiçar com ‘achismos’ e intuição: para ter segurança em suas escolhas, o administrador de um negócio deve ter dados precisos que indiquem qual o caminho mais seguro a ser tomado.

A contabilidade gerencial entrega os números que possibilitam que o processo de tomada de decisões seja feito com menos riscos e mais acertos. Naturalmente, a chance de falha sempre existe, mas com as informações corretas ela é bem menor do que com a simples aleatoriedade de uma gestão desinformada.

Precificar produtos e serviços de forma estratégica 

É comum encontrar empreendedores de primeira viagem ou administradores sem uma base profissional sólida que acreditam que o principal fator por trás da composição do preço de um produto ou serviço é o seu custo para a empresa.

Mas, na maior parte das vezes, essa visão é um engano. Uma precificação estratégica leva em conta diversos outros fatores como a demanda, o perfil do consumidor, a concorrência e até mesmo a época do ano. 

Com os comparativos da contabilidade gerencial, é possível projetar e experimentar preços mais inteligentes, que vão trazer resultados melhores para o negócio no longo prazo.

Realizar uma gestão financeira eficiente

Por fim, a contabilidade gerencial está diretamente relacionada a uma gestão financeira eficiente. Os orçamentos de cada área da empresa serão melhor embasados com os números que expressam os resultados gerados por aquele investimento. Despesas e investimentos poderão ser melhor avaliados, assim como vendas e lucro.

A gestão financeira de uma empresa nunca é simples e tende a ficar mais complexa de acordo com o crescimento da organização. Mais inteligência nesses processos alivia um pouco da dificuldade do trabalho e possibilita resultados melhores, dentro e fora da planilhas.

Como potencializar a contabilidade gerencial no negócio?

Caso você tenha interesse na contabilidade gerencial, é importante observar as dicas a seguir para começar relevante.

Contrate um software de gestão integrada

Para o serviço caminhar bem é importante realizar um controle financeiro intenso, eficiente e registrar todas as movimentações de entrada e saída da empresa, por menores que elas sejam.

É importante ter em mente que para que o serviço seja realizado com perfeição, todos os gastos têm a mesma importância. Seja a compra de uma caneta ou o pagamento do aluguel mensal, tudo é relevante e tudo deve ser registrado.

Por ser assim, é essencial que você contrate um software de gestão integrada. Eles facilitam as ações e aumentam o controle, já que possibilitam que todas as informações fiquem reunidas em um só lugar. Além disso, eles também contam com ferramentas gerenciais que controlam os índices contábeis, o fluxo de caixa, os orçamentos etc.

Entre as principais vantagens desses softwares podemos listar a segurança no armazenamento das informações e a redução da burocracia.

Além disso, com esses programas não será necessário organizar planilhas do Excel, digitalizar documentos, montar pastas, preparar arquivos, conferir relatórios manualmente etc. Tem coisa melhor do que a verdadeira otimização de tempo?

Capacite a sua equipe

Faça reuniões constantes com a sua equipe e estimule o trabalho em conjunto e a adoção de postura estratégica diante das demandas.

Explique a importância do relacionamento direto com os contadores e deixe claro que se a empresa tiver êxito no mercado todos poderão melhorar e crescer juntos.

Crie processos que integrem os setores

Outra questão importante para o funcionamento da contabilidade gerencial é a integração entre os diversos setores da sua empresa e o escritório de contabilidade. Defina o fluxo de informação, estabeleça procedimentos internos e marque reuniões periódicas.

Lembre-se que para o serviço alcançar o objetivo é imprescindível que todos os problemas estejam delimitados e que os setores tenham uma boa comunicação entre si.

Só assim é possível pensar em estratégias corretas e adotar medidas eficazes para o crescimento empresarial.

Além disso, é importante ressaltar que essas ações, se realizadas conjuntamente, farão toda diferença na rotina da empresa, tornarão o ambiente de trabalho mais harmônico e deixarão os colaboradores mais satisfeitos.

Monte relatórios com os principais resultados

Pilhas de dados e planilhas intermináveis podem até conter tudo que a gestão precisa, mas o fato da informação estar ali nem sempre significa que ela está acessível e clara para o leitor. O que um contador experiente enxerga em um fluxo de caixa é muito diferente daquilo que o gestor operacional verá e, essa dissonância muitas vezes pode causar problemas para o negócio.

Por outro lado, relatórios objetivos, com uma boa apresentação e explicações claras sobre os números coletados podem ser ferramentas bem mais eficazes na hora de colocar todos na mesma página, possibilitando um trabalho em equipe melhor.

Profissionais da área de contabilidade gerencial podem formatar esse tipo de relatório e com isso interpretar dados brutos de uma forma que eles se tornem informações úteis para o processo de tomada de decisões na empresa.

Caminhe junto da tecnologia 

Por fim, é importante ressaltar que o mundo está se transformando. As tecnologias digitais a cada dia promovem uma nova revolução no mercado e a tendência é que essas mudanças aconteçam cada vez mais rápido.

É fundamental ter atenção nas tendências da área e caminhar junto da tecnologia, para não correr o risco de ficar para trás. O medo que alguns profissionais têm de que as máquinas roubem o seu trabalho não é algo infundado. Mas aquele que opera essas máquinas não ficará sem serviço tão cedo.

A tecnologia também tem um fator motivador para o time. Todo mundo quer trabalhar em uma empresa moderna, que investe em estratégias inteligentes e que utiliza a tecnologia a seu favor. A sensação é que as chances de sucesso e crescimento desse negócio são maiores, o que faz com que os profissionais queiram crescer junto dele.

A contabilidade gerencial certamente abrirá muitas possibilidades para o seu negócio, então não tenha medo de investir! Procure profissionais de confiança, converse, tire suas dúvidas e comece já a planejar seus investimentos futuros.

Gostou de saber mais sobre a contabilidade gerencial e a sua importância? Entre em contato com a nossa equipe e saiba como podemos implantá-la em seu negócio!

4 dicas de especialistas em gestão para preparar seu negócio para 2021

Depois de um ano inegavelmente desafiador com 2020, é normal esperar ansiosamente pelo próximo ciclo. Ainda que 2021 traga esperanças, principalmente com a possível chegada da vacina de covid-19 no Brasil, os empreendedores brasileiros se preparam para alguns desafios pelos próximos 12 meses. 

De acordo com dados de uma pesquisa mensal do Sebrae em Setembro as  pequenas empresas brasileiras faturaram 36% menos do que no mesmo período de 2019 e 13% disseram ainda sofrer com as normas de segurança que impedem o atendimento em 100% da capacidade dentro de seus estabelecimentos. Trata-se de um problema que só deve piorar daqui para a frente com a perspectiva de uma segunda onda de contágio de coronavírus no país.

Sem perspectiva clara do fim da pandemia, e com o temor da volta de uma quarentena mais restrita até uma vacinação em massa funcionar, muitos negócios devem penar para crescer de forma consistente em 2021. “Alguns economistas falam em ‘economia dos 90%’ porque existem setores que vão estar sempre abaixo do patamar pré-crise até a pandemia ser controlada”, diz Rafael Moreira, analista do Sebrae.

Em meio a tantas incertezas, que estratégia os empreendedores devem tomar para encarar 2021? Com base nisso, a EXAME falou com alguns especialistas e organizou algumas dicas de gestão para inspirar os empreendedores para o ano que virá. Nós revisamos e separamos as mais importantes para vocês! Confira abaixo:

1 – Mantenha dinheiro em caixa

A pandemia reforçou a necessidade de planejamento financeiro para os pequenos negócios. Quando a quarentena começou de maneira abrupta em março, muitos empreendedores se desesperaram. A maioria não tinha caixa para sobreviver sem faturamento por tantos meses. Uma pesquisa­ nacional realizada pelo Sebrae, de 3 a 7 de abril, mostrou que, em média, os pequenos negócios conseguiriam pagar as contas com a empresa fechada por até 23 dias. Quem não estava capitalizado precisou buscar crédito e se reinventar para atender o cliente em casa.

2 – Foco no cliente

Os negócios que sobreviveram durante 2020 precisaram se adaptar. O jeito mais fácil de fazer isso durante uma crise é ficar de olho no cliente e oferecer um produto ou serviço pelo qual ele esteja disposto a pagar. Mas para que isso seja possível, é preciso saber quem é o cliente. Seja com um sistema sofisticado de CRM ou com uma planilha no computador, recomendamos anotar dados importante sobre cada pessoa que compra algo. É uma floricultura? Saiba as datas de aniversário e aniversário de casamento, para que possa enviar promoções e sugestões de presente ao longo do ano. O varejista não pode mais esperar o cliente entrar na loja como uma aranha que fica na teia. Ele precisa ir atrás desse cliente.

3 – Cuide dos funcionários

Com dinheiro em caixa e os clientes satisfeitos, é hora de pensar no bem-estar dos funcionários. As empresas que vão apostar no trabalho remoto em 2021 precisam garantir que os empregados tenham a estrutura necessária para trabalhar em casa. E isso não significa distribuir somente cadeiras e notebooks, mas também conhecimento. Com a digitalização rápida dos negócios, muitos funcionários talvez precisem de um empurrãozinho para aprender a usar as plataformas de venda pela internet ou chats online.

4 – Inove sempre

Os empreendedores não podem se acomodar. A chave para preparar um negócio para qualquer cenário é estar em uma constante busca pela inovação. Enquanto as grandes companhias podem se dar ao luxo de ter uma área de inovação, os pequenos negócios precisam respirar inovação sempre. A inovação precisa estar presente no DNA das pequenas empresas, para que elas não sejam só uma alternativa mais barata para o cliente, mas sim uma alternativa mais eficiente na solução do seu problema.

Com menos dinheiro, somos forçados a pensar em alternativas, a entender a essência dos problemas e a expandir a maneira com que a gente pensa.

Conte com a nossa equipe para te auxiliar nesse novo ciclo que se inicia. Seja para abrir um novo negócio, seja para estruturar a sua Empresa. Somos contadores e parceiros diretos dos nossos clientes, trabalhando incansavelmente na busca de um crescimento sólido e saudável para todos eles. #SomosTodosWg